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O elo que conecta pacientes à esperança do transplante

Em fevereiro de 2026, quatro pacientes da Santa Casa de Votuporanga receberam transplante de rim

Publicado em: 04 de março de 2026 às 18:05

Para muitos pacientes em tratamento na Unidade de Diálise da Santa Casa de Votuporanga, o cotidiano é marcado pela resiliência e pelo desejo de uma nova qualidade de vida. Embora a Instituição não realize o procedimento cirúrgico de transplante renal, ela desempenha um papel fundamental: o de ser oelo de preparação e suportepara aqueles que buscam a cura. Esse trabalho vai muito além do procedimento técnico; é um acompanhamento criterioso, individualizado e, acima de tudo, humano, conduzido por uma equipe dedicada composta por duas enfermeiras e uma médica que não medem esforços para preparar cada paciente para esse passo decisivo.

O caminho até o "Sim"

O processo de inscrição em lista de espera exige rigor e organização. A equipe de Pré-Transplante da Santa Casa atua como um guia nesse trajeto, iniciando com avaliações detalhadas e teleconsultas que alinham o paciente aos protocolos do Hospital de Base de São José do Rio Preto, referência regional. Desde a solicitação de exames até a organização da consulta presencial, o objetivo é garantir que, quando o paciente chegar ao momento da inscrição, ele esteja apto e seguro.

Para a gerente de Enfermagem, Cecília Bolzan,esse suporte vai muito além da burocracia: "Nosso papel é ser o elo entre o tratamento atual e a nova vida que o transplante proporciona. Realizamos um acompanhamento minucioso e individualizado, pois entendemos que cada paciente tem suas particularidades. Ver o paciente ser inscrito na lista e, finalmente, receber o chamado para a cirurgia é a maior recompensa de todo o nosso esforço técnico e humano", destaca.

Um Fevereiro de esperança e recordes

Os números mostram que o esforço da equipe se traduz em vidas transformadas. Após um 2025 sólido, com 13 pacientes transplantados, o ano de 2026 começou com um ritmo animador. Somente em fevereiro, quatro pacientes assistidos pela Santa Casa conquistaram o novo rim, reforçando a eficiência do fluxo estabelecido. São histórias como:

A renovação aos 60+:Uma moradora de Votuporanga de 66 anos, que enfrentou 3 anos e 3 meses de hemodiálise, e um senhor de 71 anos, após quase 2 anos de tratamento, agora celebram uma nova fase.

A força da maturidade:Uma mulher de 46 anos, após 4 anos de dedicação ao tratamento dialítico, alcançou sua nova chance.

A eficiência da Diálise Peritoneal:Um paciente de 61 anos, de Santa Fé do Sul, que em apenas um ano de diálise peritoneal já conquistou o transplante.

Resultados que inspiram 2026

Os números comprovam a eficiência desse fluxo assistencial. Em 2025, a Unidade de Diálise celebrou a conquista de13 pacientes transplantados. Começar 2026 com quatro procedimentos realizados logo em fevereiro é um marco que reforça o otimismo da equipe e a eficácia do trabalho realizado.

Mais do que estatísticas, cada transplante representa uma vitória sobre a doença e a concretização do compromisso da Santa Casa de Votuporanga com a qualidade assistencial. Ao caminhar lado a lado com o paciente desde a primeira sessão de diálise até o momento da cirurgia, a instituição reafirma sua missão: oferecer não apenas tratamento, mas um horizonte de vida renovada.

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