Um homem de 38 anos foi preso em flagrante na última semana, em Auriflama, suspeito do crime de importunação sexual após ser acusado de importunar uma mulher de 28 anos dentro do ginásio de esportes da cidade. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima aguardava na fila para comprar água durante um campeonato de futsal, quando o homem teria encostado o órgão genital em suas nádegas sem o seu consentimento.
Policiais militares foram acionados e localizaram o suspeito ainda no interior do ginásio. Conforme o registro policial, ele foi conduzido para a área externa, mas resistiu à abordagem, se recusou a acompanhar a equipe até a delegacia e entrou em luta corporal com os agentes.
Para conter o homem, os policiais utilizaram uma arma de incapacitação elétrica (taser). Após ser imobilizado, ele foi encaminhado ao pronto-socorro de Auriflama para atendimento médico e, em seguida, apresentado na Delegacia de Polícia, onde a ocorrência foi registrada.
Segundo o depoimento da vítima à polícia, havia espaço suficiente para a circulação de pessoas na fila, o que, segundo ela, descartaria qualquer contato acidental. Ainda conforme o relato, o suspeito teria insistido na conduta mesmo após ser advertido para se afastar, mantendo contato físico sem autorização.
Polícia aponta histórico de ameaças
Durante o registro da ocorrência, a Polícia Civil constatou que o investigado possui um histórico recente de registros policiais envolvendo ameaças contra mulheres. Segundo a investigação, nos últimos 40 dias foram registrados diversos boletins de ocorrência contra o homem. Em pelo menos dois casos, vítimas obtiveram medidas protetivas concedidas pela Justiça.
Ainda de acordo com as informações apuradas pela polícia, a esposa do investigado teria informado a uma das vítimas que ele apresenta transtorno afetivo bipolar e poderia representar risco a outras pessoas. Ela também estaria tentando obter uma internação compulsória.
Diante das circunstâncias do caso e do histórico do investigado, o delegado responsável confirmou a prisão em flagrante, sem concessão de fiança, e representou pela decretação da prisão preventiva ou, alternativamente, da prisão temporária pelo prazo mínimo de cinco dias.
A autoridade policial também representou pela instauração de incidente de insanidade mental para avaliar as condições psíquicas do suspeito.Caso o exame conclua que o investigado seja considerado inimputável, a representação prevê a possibilidade de internação provisória, conforme estabelece a legislação penal brasileira.
(Pô Auriflama)