Na noite desta sexta-feira, 30 de janeiro, um sistema de baixa pressão se forma próximo à costa do Sudeste e dará origem a um ciclone extratropical no oceano Atlântico. Esse sistema não vai atuar diretamente sobre o continente, não vai passar sobre nenhum estado brasileiro, mas vai ajudar a formar áreas de instabilidade sobre
Santa Catarina,
Paraná,
São Paulo,
Rio de Janeiroe
Espírito Santo, aumentando as condições para
chuva.
A partir da tarde desta tarde, o ciclone extratropical se desloca e amplia sua atuação também para o litoral do Rio de Janeiro, favorecendo temporais que podem ser pontualmente fortes. Além disso, uma segunda área de baixa pressão ganha força no Paraguai e se expande em direção ao
Mato Grossodo Sul, Paraná e São Paulo, ajudando a aumentar o risco de temporais nestes estados.
Amanhã, o ciclone extratropical estará bem desenvolvido, porém sem influência direta sobre o
tempono continente, pois vai se afastando da costa brasileira, em alto-mar.
Calor e baixa pressão provocam temporais no SudesteEstamos no verão do Hemisfério Sul, período marcado por calor intenso e elevada sensação térmica. No estado de São Paulo, as máximas têm chegado aos 35°C nos últimos dias. O calor aumentou nos demais estados do Sudeste alcançando marcas entre 33°C e 35°C na quarta-feira, 28 de janeiro. O calor, combinado à atuação de áreas de baixa pressão atmosférica, tanto no continente como em alto-mar, e com a tendência de circulação horária dos ventos em níveis médios da atmosfera (em torno de 5 km de altura) reforça a formação de temporais.
Na sexta-feira (30), desde as primeiras horas do dia, há risco de chuva forte no sudeste e litoral sul do estado de São Paulo, com destaque para
Itararé,
Registro,
Três Barrase
Peruíbe. A partir da tarde, os temporais avançam sobre a região metropolitana de São Paulo, podendo ser localmente intensos, com raios e trovoadas. As pancadas típicas de verão também atingem o interior e o norte do estado, com destaque para
Jundiaí,
Indaiatuba,
Bocaina,
Lençóis Paulista,
Piracicaba,
Ribeirão Pretoe
São José dos Campos.
Entre a tarde e a noite, as áreas de instabilidade avançam para o litoral sul do estado do Rio de Janeiro, atingindo cidades como
Paratye
Angra dos Reis. Os temporais também se espalham por
Volta Redondae podem alcançar a capital fluminense, com chuva forte, raios e rajadas de vento.
Compartilhe no WhatsAppCompartilhe no TelegramFormação de frente fria associada ao ciclone extratropicalDurante o sábado, 31 de janeiro, o ciclone extratropical continua sobre o oceano e gera uma frente fria na altura do litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. O transporte de umidade do oceano para o continente que ocorre sobre o leste de São Paulo deixa o dia mais instável, com maior cobertura de nuvens e pancadas de chuva isoladas desde cedo, incluindo a Grande São Paulo. No estado do Rio de Janeiro, o tempo fica abafado, a nebulosidade aumenta e pode chover já pela manhã, incluindo o Grande Rio, mas as pancadas de chuva ganham força ao longo da tarde, especialmente no norte do estado. Entre a tarde e a noite do sábado, os temporais também atingem áreas do sul do Espiríto Santo que podem vir pontualmente fortes, com raios e vento.
Ventos e mar agitado no Sudeste no fim de semana?Durante o fim de semana, 31 de janeiro e 1 de fevereiro, o ciclone extratropical se desloca em alto-mar, indo em direção à costa da região Sul, mas sempre afastado do continente. Com isso, o litoral de São Paulo e o litoral sul do Rio de Janeiro terão rajadas de vento moderadas e ondas próximas de 1 metro. O destaque é o domingo, 1 de fevereiro, quando as rajadas podem ser mais fortes em alguns períodos, chegando perto de 50 km/h na Região Metropolitana de São Paulo.
Possibilidade de um segundo ciclone na próxima semanaOs primeiros dias de fevereiro devem continuar marcados por calor e temporais no Sudeste. Há possibilidade de formação de um novo ciclone durante a quarta-feira, 4 de fevereiro. A Climatempo monitora esse cenário, que também pode estar associado à formação de uma nova frente fria na costa entre São Paulo e Rio de Janeiro. Esse sistema poderá contribuir para a organização de um novo episódio de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) ao longo da primeira semana de fevereiro.
(Jade Ramos - ClimaTempo)