A Unifev realizou, no último sábado (16/5), a 3ª edição do NorTEA – “Caminhos para a compreensão e desenvolvimento de indivíduos com Transtornos do Espectro Autista”. O evento reuniu centenas de participantes na quadra do Complexo Poliesportivo da Cidade Universitária e contou com palestras, debates e atividades culturais ao longo da manhã.A abertura contou com a participação do reitor Unifev, Prof. Dr. Osvaldo Gastaldon, e do pró-reitor, Prof. Me. Walter Sampaio Filho. Também estiveram presentes o prefeito de Votuporanga, Jorge Seba, acadêmicos e pessoas da região.
As atividades começaram com a apresentação artística "Vozes e Versos", do grupo Criajunto. Na sequência, o painel "Adolescentes e adultos TEA e o mercado de trabalho" discutiu a inclusão profissional com a participação da psicóloga Elaine Fogaça, da psiquiatra Dra. Rafaela Corgozinho, do engenheiro Maéverson Waitman e da estudante Gabriela Caporalini.
De acordo com o reitor, a iniciativa reforça o papel social da Instituição. "Mais do que um evento acadêmico, o NorTEA é uma ação concreta de transformação social. Reunir especialistas, estudantes e a comunidade para discutir o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamental para construirmos uma sociedade mais empática, informada e preparada para acolher a diversidade humana", afirmou Gastaldon.
Entre os palestrantes do evento, o Prof. Dr. Geraldo Peçanha de Almeida abordou o cuidado e a condução de crianças e jovens dentro do espectro. Pedagogo, psicanalista e especialista em TEA, ele é autor de mais de 70 livros, coautor da Lei Federal nº 14.992/2024 (de inclusão no mercado de trabalho), pai de um jovem autista e soma mais de 200 mil seguidores em suas redes de conscientização. "O autismo chegou muito rápido às famílias e às salas de aula, e ainda há muita dificuldade em saber como agir. A família é o centro terapêutico mais importante, porque é quem realmente convive e conhece as necessidades daquela pessoa", ressaltou Almeida.
Encerrando a programação, a Profa. Ma. Poliana Martins falou sobre o “Autismo no primeiro ano de vida”. Doutoranda em Psicologia: cognição e comportamento e mãe atípica de três crianças, ela desenvolveu um instrumento pioneiro de rastreio precoce do TEA e soma milhares de alunos e seguidores focados na primeira infância. "Como o autismo se manifesta desde o início da vida, organizar um ambiente adequado o quanto antes garante um prognóstico e uma adaptação muito melhores para o desenvolvimento desse indivíduo", explicou a palestrante.
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