Janaína Cucato é uma presença constante nos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Agronômica da Unifev. Além das aulas, ela coordena o Núcleo de Pesquisa de Arquitetura (NAU), onde ajuda a articular o que os alunos produzem com as demandas reais do mercado e da sociedade.
Com uma caminhada que envolve o estudo de vilas rurais à análise de redes ferroviárias, a docente defende que a pesquisa só faz sentido quando sai do papel e gera impacto social. Nesta entrevista, ela explica como o suporte da Instituição é necessário para que o pesquisador consiga manter a exigência na precisão dos resultados sem perder o foco na prática.
Esta entrevista é uma iniciativa da Coordenação de Pesquisa da Unifev, que valoriza o protagonismo dos professores pesquisadores, dando luz aos projetos que estimulam a formação de novos talentos acadêmicos.
Veja como foi essa conversa:
Pergunta: Professora, como está dividida sua atuação na Unifev hoje?
Resposta: Sou docente nos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Agronômica. Também estou à frente da Coordenação do Núcleo de Pesquisa do curso de Arquitetura e Urbanismo.
Pergunta: Há quanto tempo você se dedica à docência e à pesquisa?
Resposta: Estou na docência desde 2010 e atuo como pesquisadora desde 2012. Mas, na verdade, meu envolvimento com pesquisa é mais antigo; em 2004, eu já trabalhava com estudos focados em Vilas Rurais, especificamente na Vila Carvalho.
Pergunta: O que despertou seu interesse em investigar o território da nossa região?
Resposta: Foi uma busca pelo desconhecido e o desejo de entender como a nossa região se formou. Minha história familiar pesou muito, já que o meio rural é onde meus pais sempre viveram e trabalharam. Na graduação, tive o incentivo fundamental dos professores Evanir Moro Peixoto e Gustavo Fava. Pergunta: Como tem sido sua produção científica e onde esses trabalhos circulam?
Resposta: Inclusive, no momento, estou com uma aluna/ orientanda de Iniciação Científica (IC) desenvolvendo pesquisa com bolsa do Programa de Iniciação Científica Unifev (PIC/Unifev) e alguns estagiários participando do projeto da Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social), por meio de edital do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo).
Durante o mestrado, fui bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e, depois de um tempo, a bolsa foi substituída pelo Programa Institucional de Qualificação e Capacitação Docente (PIQCD/Unifev). No doutorado, fui contemplada novamente com bolsa Capes, mas, por opção de continuar trabalhando, abri mão da bolsa e, mais uma vez, tive o apoio do PIQCD/Unifev.
Pergunta: Qual linha de pesquisa você desenvolve atualmente na Unifev?
Resposta: Na Unifev, sou responsável pela linha de pesquisa “Estudo, Planejamento Territorial e a (Re)produção do Espaço". Essa linha permeia todas as minhas pesquisas, cuja ênfase é o planejamento urbano e territorial, sempre vinculado à expansão urbana e às transformações espaciais, considerando a dicotomia rural-urbano e campo-cidade.
No bojo das discussões das minhas pesquisas, concentram-se esforços no sentido de estudar as Vilas Rurais da Região Noroeste Paulista, bem como as estradas de ferro no interior do estado de São Paulo.
Na USP São Carlos, desde o mestrado e doutorado e, agora, como pesquisadora do grupo de pesquisa URBIS, meu trabalho está voltado para o planejamento e expansão urbana e produção habitacional de interesse social no estado de São Paulo.